sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Como o Benfica manipulou a pressão do Milan a partir da esquerda

 


- Posicionamento construção vs 5x2x3 Milan: El Karouani aberto à esquerda (não largura máxima), Kaminsky aberto e profundo a fixar o ala do Milan.

- O avançado direito do Milan, Hutchinson, ficava dividido entre saltar ao central ou ao lateral. Benfica criava situação de 2x1 quando Ramos não ajudava

- Como os dois médios do Milan saltavam a pressionar individualmente Palhinha e Aursnes e Sudakov caia na meia esquerda, o Benfica criava superioridade nesse corredor

- A distância entre o avançado e ala do Milan - na linha de 5, fixado por Kaminsky - sem a cobertura próxima do médio centro comprometeu a pressão italiana.

- Se Hutchinson fazia pressão frontal a Tomás Araújo, o lateral ficava livre e com espaço para conduzir. Se impedia essa linha de passe a bola entrava directamente em Kaminsky

- Além de baterem a pressão alta, os encarnados fizeram uso de um dos seus princípios mais sólidos: bola no meio-campo à direita, faziam centrais + El Karouani recuar e atraiam adversário. Nesse momento o Milan ativava a pressão mas demasiadas vezes sem sucesso. Hutchinson isolado, via a bola entrar no espaço entre si e o médio ou à largura

- A situação era ainda mais vantajosa para o Benfica porque o duplo pivô milanês demorava a recuar - quer pela grande distância ou displicência - e Kaminsky tinha via aberta para conduzir de fora para dentro apenas com a linha defensiva pela frente ou Sudakov/Prestianni podiam receber na meia esquerda e definir.

- Há demérito do Milan na forma como demasiado fácil como se deixou ultrapassar mas o Benfica soube criar problemas, potenciar debilidades alheias para chegar em boas condições ao último terço

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O contra-ataque do Sporting vs Galatasaray



O Galatasaray mostrou fragilidades na transição defensiva mas o Sporting estava preparado e a estratégia surtiu efeito

- Na 1ª fase de construção os turcos abriam muito os centrais e ficavam expostos no corredor central. Suarez posicionado entre ambos para receber bola - Nesta circunstância importante transformar intercepção em passe no mesmo na bola. Foi assim que Altimira assistiu o colombiano e Quaresma encontrou Salazar que assistiu Suarez - Os laterais turcos projectavam-se cedo o que permitiu aos extremos, nomeadamente Guilherme à esquerda, receber no corredor interior com espaço quando Sporting contra-atacava - Quando baixava o bloco, Sporting deixava LG e o nº10 ligeiramente mais adiantados. Serviam como elo de ligação para retirar a bola de pressão e apoiavam rapidamente Suarez que era a referência na frente - Fragilidades turcas em transição: má reacção, três médios fácil de ultrapassar - Torreira e Batrakov demoravam a recuar - lateral lado da bola lento a fechar meio, lateral oposto (em equilíbrio) saltava a pressionar a bola no meio sem sucesso e abria espaço nas suas costas.
- Tudo isto originou lances de superioridade/igualdade numérica à entrada do meio-campo ofensivo contra uma linha de 3 (formada por centrais e lateral lado oposto). Sporting procurou passe para lado contrário no espaço

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A pressão alta do FC Porto



Além das questões posicionais e respectivas dinâmicas abordadas abaixo, creio ser pertinente ressalvar o mais falado sobre o Porto defensivamente: disponibilidade para correr e capacidade nos duelos, aprimorada pelo contexto colectivo favoráve


- Muitas vezes parece um 4x4x2 bastante compacto. Pepê junta-se a André Silva na pressão na primeira linha, consequentemente o Zaidu/Martim Fernandes adianta-se e salta a pressionar e Kiwior abre posição para controlar extremo do seu lado e Rosário está entre marcar o seu adversário e a linha defensiva.

- Porto tem muitas referências individuais na marcação mas ao mesmo tempo a prioridade é conseguir impedir adversário de jogar e passes verticais. Portanto, há um ajuste constante da distância em relação ao oponente directo. Quem está mais longe da bola ocupa corredor central e impede jogo entre linhas

- Nos pontapés de baliza, tendência para Pepê saltar a pressionar GR e impedir passe para a esquerda.

- Se pivô adversário fica nas costas de Pepê e André Silva, Froholdt marca e William mais dentro

- André Silva salta ao central com bola à direita a condicionar passe para o meio, Froholdt e William em zona interior para evitar passes verticais.

- William é bastante agressivo e tem óptimo timing de pressão ao saltar apenas quando central faz o passe guardando assim distância interior para Froholdt

- Caso médio adversário fique mais à largura e lateral suba, Froholdt com bom timing salta a pressionar médio e William baixa para acompanhar a sua referência

- Linha defensiva atrás assume muitas vezes a igualdade numérica.

- Dado o risco assumido os médios são muito importantes: são eles quem acompanha as desmarcações vindas de trás para responder às bolas nas costas e garantem pela sua disponibilidade apoio na 2ª bola ao jogo directo frontal

- Jogadores muito rápidos a juntar na zona da bola nomeadamente quando há jogo mais longo do adversário

- Apesar da marcação individual o atacante faz passe curto, marcador segue a bola e continua a pressionar

- Confortáveis a passar de bloco médio para bloco alto. As dinâmicas mantêm-se: primeiro fechar corredor central, passe de central para lateral é momento para pressionar e devolução do passe momento para fazer subir equipa