quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O Benfica no meio-campo ofensivo

 


- Distribuição Dahl baixo, Prestianni à largura e Sudakov no espaço interior esquerdo. À direita Rafa mais dentro, Bah na largura e Barreiro uma especie de joker que tanto força ruptura como baixa até Enzo

- Circulação inicial é feita para juntar adversários, passe para trás até aos centrais que neste momento baixam. Atraem pressão e progressão através de passe vertical dos centrais entrelinhas ou Dahl como homem livre, pois é rápido a recuar e ficar próximo de Lenglet

- Quando bola vai à largura há a intenção de jogar dentro do bloco adversário

- Utilização de passe em diagonal para superar linhas com centrais a procurarem médio interior do lado oposto. O mesmo acontece mais à frente, entre linhas para mudar ângulo de ataque

- Quem recebe bola garante o mínimo de espaço porque faz movimento vai-vem - primeiro vai na frente e depois aproxima.

- Boa distinção entre quando passar e conduzir. Jogam em função da decisão do colega

- Quando quem recebe está pressionado nesta fase tem Enzo Barrenechea como referência para 3º homem. Bom timing a ficar livre e aproximar da zona da bola. Mesmo entre linhas quem recebe tem apoio.

 - Nos corredores laterais no último terço há quem faça ruptura entre central e lateral e arraste marcação. Portador da bola pode conduzir para dentro ou jogar com colega entre linhas - Lateral a chegar ao último terço à largura para cruzar de 1ª em 2x1 - Quando Pavlidis é apoio frontal alguém ocupa o seu espaço com movimento na frente.

 - Lateral a chegar ao último terço à largura para cruzar de 1ª em 2x1

–Quando Pavlidis é apoio frontal alguém ocupa o seu espaço com movimento na frente

- Estas dinâmicas fazem com que o Benfica consiga jogar dentro do bloco adversário e a partir daí desequilibrar a partir do espaço entre linhas no corredor central ou utilizar esse espaço para variar ângulo de ataque e chegar ao lado contrário para atacar a área

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Sporting vs Vitória - onde está o espaço de progressão?

 



Sobre as dificuldades do Sporting perante a boa pressão do Vitória, mostro vários lances que mostram dificuldade em identificar espaço/homem livre 

- Não jogar entre avançados e médios adversários 

- Não procurar lateral esquerdo sozinho no lado contrário da pressão 

- Passe que impede progressão

Uns lances são mais óbvios que outros. Parece que o Sporting tentou diminuir o risco e prolongar os ataques e isso levou a procurar constantemente linhas recuadas quando a vantagem era outra. Rui Silva e centrais receberam bolas que poderiam ter outro destino.

Os jogadores não pareceram confortáveis e talvez devido ao empate na Amadora tentaram quase sempre prolongar a posse. Acabou por ser um daqueles casos em que para ter a bola, e porque o adversário pressionava alto, o espaço nem sempre estava atrás

3 exemplos de jogar no espaço entre as duas linhas mais adiantadas do Vitória e outro onde a bola podia andar lá. Sem fazer uso deste espaço o Sporting não aproveitou o posicionamento mais baixo e central do ala contrário do Vitória para progredir e deu-se à pressão







A questão do paragráfo anterior fica mais evidente nestes lances. Doumbia tem Maxi do lado contrário livre e com espaço mas procura centrais que acabam pressionados e também a jogar em Rui Silva + jogo longo. O controlo do jogo também aqui se perde.




Dois exemplos de passes que poderiam assegurar progressão no meio-campo defensivo: Doumbia para os pés de Flávio G quando pode colocar ligeiramente na frente e Altimira novamente com FG solto procura passe + "seguro" à largura em Maxi.




Por último uma situação menos óbvia mas que mostra a tendência nas escolhas de quem tem a bola. Fresneda com hipótese de fazer passe para dentro existindo ligação ao meio-campo ofensivo, joga para trás, onde o Vitória tem condições para pressionar e bola acaba em Rui Silva