sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O contra-ataque do Sporting vs Galatasaray



O Galatasaray mostrou fragilidades na transição defensiva mas o Sporting estava preparado e a estratégia surtiu efeito

- Na 1ª fase de construção os turcos abriam muito os centrais e ficavam expostos no corredor central. Suarez posicionado entre ambos para receber bola - Nesta circunstância importante transformar intercepção em passe no mesmo na bola. Foi assim que Altimira assistiu o colombiano e Quaresma encontrou Salazar que assistiu Suarez - Os laterais turcos projectavam-se cedo o que permitiu aos extremos, nomeadamente Guilherme à esquerda, receber no corredor interior com espaço quando Sporting contra-atacava - Quando baixava o bloco, Sporting deixava LG e o nº10 ligeiramente mais adiantados. Serviam como elo de ligação para retirar a bola de pressão e apoiavam rapidamente Suarez que era a referência na frente - Fragilidades turcas em transição: má reacção, três médios fácil de ultrapassar - Torreira e Batrakov demoravam a recuar - lateral lado da bola lento a fechar meio, lateral oposto (em equilíbrio) saltava a pressionar a bola no meio sem sucesso e abria espaço nas suas costas.
- Tudo isto originou lances de superioridade/igualdade numérica à entrada do meio-campo ofensivo contra uma linha de 3 (formada por centrais e lateral lado oposto). Sporting procurou passe para lado contrário no espaço

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A pressão alta do FC Porto



Além das questões posicionais e respectivas dinâmicas abordadas abaixo, creio ser pertinente ressalvar o mais falado sobre o Porto defensivamente: disponibilidade para correr e capacidade nos duelos, aprimorada pelo contexto colectivo favoráve


- Muitas vezes parece um 4x4x2 bastante compacto. Pepê junta-se a André Silva na pressão na primeira linha, consequentemente o Zaidu/Martim Fernandes adianta-se e salta a pressionar e Kiwior abre posição para controlar extremo do seu lado e Rosário está entre marcar o seu adversário e a linha defensiva.

- Porto tem muitas referências individuais na marcação mas ao mesmo tempo a prioridade é conseguir impedir adversário de jogar e passes verticais. Portanto, há um ajuste constante da distância em relação ao oponente directo. Quem está mais longe da bola ocupa corredor central e impede jogo entre linhas

- Nos pontapés de baliza, tendência para Pepê saltar a pressionar GR e impedir passe para a esquerda.

- Se pivô adversário fica nas costas de Pepê e André Silva, Froholdt marca e William mais dentro

- André Silva salta ao central com bola à direita a condicionar passe para o meio, Froholdt e William em zona interior para evitar passes verticais.

- William é bastante agressivo e tem óptimo timing de pressão ao saltar apenas quando central faz o passe guardando assim distância interior para Froholdt

- Caso médio adversário fique mais à largura e lateral suba, Froholdt com bom timing salta a pressionar médio e William baixa para acompanhar a sua referência

- Linha defensiva atrás assume muitas vezes a igualdade numérica.

- Dado o risco assumido os médios são muito importantes: são eles quem acompanha as desmarcações vindas de trás para responder às bolas nas costas e garantem pela sua disponibilidade apoio na 2ª bola ao jogo directo frontal

- Jogadores muito rápidos a juntar na zona da bola nomeadamente quando há jogo mais longo do adversário

- Apesar da marcação individual o atacante faz passe curto, marcador segue a bola e continua a pressionar

- Confortáveis a passar de bloco médio para bloco alto. As dinâmicas mantêm-se: primeiro fechar corredor central, passe de central para lateral é momento para pressionar e devolução do passe momento para fazer subir equipa

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O Benfica no meio-campo ofensivo

 


- Distribuição Dahl baixo, Prestianni à largura e Sudakov no espaço interior esquerdo. À direita Rafa mais dentro, Bah na largura e Barreiro uma especie de joker que tanto força ruptura como baixa até Enzo

- Circulação inicial é feita para juntar adversários, passe para trás até aos centrais que neste momento baixam. Atraem pressão e progressão através de passe vertical dos centrais entrelinhas ou Dahl como homem livre, pois é rápido a recuar e ficar próximo de Lenglet

- Quando bola vai à largura há a intenção de jogar dentro do bloco adversário

- Utilização de passe em diagonal para superar linhas com centrais a procurarem médio interior do lado oposto. O mesmo acontece mais à frente, entre linhas para mudar ângulo de ataque

- Quem recebe bola garante o mínimo de espaço porque faz movimento vai-vem - primeiro vai na frente e depois aproxima.

- Boa distinção entre quando passar e conduzir. Jogam em função da decisão do colega

- Quando quem recebe está pressionado nesta fase tem Enzo Barrenechea como referência para 3º homem. Bom timing a ficar livre e aproximar da zona da bola. Mesmo entre linhas quem recebe tem apoio.

 - Nos corredores laterais no último terço há quem faça ruptura entre central e lateral e arraste marcação. Portador da bola pode conduzir para dentro ou jogar com colega entre linhas - Lateral a chegar ao último terço à largura para cruzar de 1ª em 2x1 - Quando Pavlidis é apoio frontal alguém ocupa o seu espaço com movimento na frente.

 - Lateral a chegar ao último terço à largura para cruzar de 1ª em 2x1

–Quando Pavlidis é apoio frontal alguém ocupa o seu espaço com movimento na frente

- Estas dinâmicas fazem com que o Benfica consiga jogar dentro do bloco adversário e a partir daí desequilibrar a partir do espaço entre linhas no corredor central ou utilizar esse espaço para variar ângulo de ataque e chegar ao lado contrário para atacar a área

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Sporting vs Vitória - onde está o espaço de progressão?

 



Sobre as dificuldades do Sporting perante a boa pressão do Vitória, mostro vários lances que mostram dificuldade em identificar espaço/homem livre 

- Não jogar entre avançados e médios adversários 

- Não procurar lateral esquerdo sozinho no lado contrário da pressão 

- Passe que impede progressão

Uns lances são mais óbvios que outros. Parece que o Sporting tentou diminuir o risco e prolongar os ataques e isso levou a procurar constantemente linhas recuadas quando a vantagem era outra. Rui Silva e centrais receberam bolas que poderiam ter outro destino.

Os jogadores não pareceram confortáveis e talvez devido ao empate na Amadora tentaram quase sempre prolongar a posse. Acabou por ser um daqueles casos em que para ter a bola, e porque o adversário pressionava alto, o espaço nem sempre estava atrás

3 exemplos de jogar no espaço entre as duas linhas mais adiantadas do Vitória e outro onde a bola podia andar lá. Sem fazer uso deste espaço o Sporting não aproveitou o posicionamento mais baixo e central do ala contrário do Vitória para progredir e deu-se à pressão







A questão do paragráfo anterior fica mais evidente nestes lances. Doumbia tem Maxi do lado contrário livre e com espaço mas procura centrais que acabam pressionados e também a jogar em Rui Silva + jogo longo. O controlo do jogo também aqui se perde.




Dois exemplos de passes que poderiam assegurar progressão no meio-campo defensivo: Doumbia para os pés de Flávio G quando pode colocar ligeiramente na frente e Altimira novamente com FG solto procura passe + "seguro" à largura em Maxi.




Por último uma situação menos óbvia mas que mostra a tendência nas escolhas de quem tem a bola. Fresneda com hipótese de fazer passe para dentro existindo ligação ao meio-campo ofensivo, joga para trás, onde o Vitória tem condições para pressionar e bola acaba em Rui Silva








quinta-feira, 30 de julho de 2026

Posicionamento defensivo individual

 



Três situações sobre defender as costas com adversário com bola entre linhas: controlo de desmarcação e como rapidamente enquadrar com quem recebe bola em condições de desiquilibrar

1. Em contra-ataque, Dahl junta ao colega para impedir passe interior mas não controla desmarcação nas suas costas Alternativa: continuar corrida e ficar de frente para adversário e controlar movimentação.



2. Aqui com a linha de passe + periogosa à sua direita, Stanic roda na direcção contrária e fica de frente para Pavlidis (recorrente nos defesas). Chega tarde à pressão e Rafa faz golo



3. Exemplo semelhante ao anterior mas aqui Bah roda na direcção da baliza e consegue colocar-se entre o adversário e a bola. Acaba por interceptar passe








quarta-feira, 22 de julho de 2026

Argentina vs Inglaterra - como atacar bloco baixo

Como Argentina em desvantagem atacou o bloco baixo de Inglaterra:


- Posses relativamente longas e pacientes conjugadas com movimentos de ruptura dos extremos e laterais que empurraram a Inglaterra para trás

- Circulação com dinâmicas diferentes à esquerda e direita

- Colocar Messi de frente para a linha média adversária de forma a dirigir jogo - Atrair conjunto de adversários e aproveitar espaço de definição noutra zona (corredor central - espaço interior ou espaço interior largura) - Atacar através cruzamentos com 4 a finalizar na área

3 dos caminhos mais utilizados: - Fazer bola ir da direita à esquerda, voltar ao meio e encontrar Messi a fazer passe nas costas da defesa para lado contrário





- Atrair adversários no corredor central para médio cruzar no espaço interior com tempo e espaço







- Fixar o lateral inglês em zona interior para o lateral inglês e existir espaço e boas condições no cruzamento à largura Nota para a péssima defesa de cruzamento da Inglaterra cujo exemplo mais definidor aconteceu no 2º golo argentino



Video completo aqui