segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O lance viral no Manchester United vs Tottenham




O lance viral no Manchester United vs Tottenham

- Na pressão com referências individuais do United o extremo - Matheus Cunha - fechou o corredor interior
- Impediu passe no meio mas não baixou posição e permitiu ao lateral receber à largura nas suas costas
- Gray com espaço para conduzir e 4x4 à sua frente desperdiça 2 vezes a oportunidade de colocar bola nas costas da linha defensiva
- 1º no corredor, Kudus ganha as costas do lateral (apesar do timing de desmarcação precoce) mas Gray conduz para dentro
2º Solanke faz desmarcação no timing exacto entre centrais no lado cego de Martinez mas Gray novamente não faz o passe que isolaria o colega

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Como o Benfica manipulou a pressão do Milan a partir da esquerda

 


- Posicionamento construção vs 5x2x3 Milan: El Karouani aberto à esquerda (não largura máxima), Kaminsky aberto e profundo a fixar o ala do Milan.

- O avançado direito do Milan, Hutchinson, ficava dividido entre saltar ao central ou ao lateral. Benfica criava situação de 2x1 quando Ramos não ajudava

- Como os dois médios do Milan saltavam a pressionar individualmente Palhinha e Aursnes e Sudakov caia na meia esquerda, o Benfica criava superioridade nesse corredor

- A distância entre o avançado e ala do Milan - na linha de 5, fixado por Kaminsky - sem a cobertura próxima do médio centro comprometeu a pressão italiana.

- Se Hutchinson fazia pressão frontal a Tomás Araújo, o lateral ficava livre e com espaço para conduzir. Se impedia essa linha de passe a bola entrava directamente em Kaminsky

- Além de baterem a pressão alta, os encarnados fizeram uso de um dos seus princípios mais sólidos: bola no meio-campo à direita, faziam centrais + El Karouani recuar e atraiam adversário. Nesse momento o Milan ativava a pressão mas demasiadas vezes sem sucesso. Hutchinson isolado, via a bola entrar no espaço entre si e o médio ou à largura

- A situação era ainda mais vantajosa para o Benfica porque o duplo pivô milanês demorava a recuar - quer pela grande distância ou displicência - e Kaminsky tinha via aberta para conduzir de fora para dentro apenas com a linha defensiva pela frente ou Sudakov/Prestianni podiam receber na meia esquerda e definir.

- Há demérito do Milan na forma como demasiado fácil como se deixou ultrapassar mas o Benfica soube criar problemas, potenciar debilidades alheias para chegar em boas condições ao último terço

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O contra-ataque do Sporting vs Galatasaray



O Galatasaray mostrou fragilidades na transição defensiva mas o Sporting estava preparado e a estratégia surtiu efeito

- Na 1ª fase de construção os turcos abriam muito os centrais e ficavam expostos no corredor central. Suarez posicionado entre ambos para receber bola - Nesta circunstância importante transformar intercepção em passe no mesmo na bola. Foi assim que Altimira assistiu o colombiano e Quaresma encontrou Salazar que assistiu Suarez - Os laterais turcos projectavam-se cedo o que permitiu aos extremos, nomeadamente Guilherme à esquerda, receber no corredor interior com espaço quando Sporting contra-atacava - Quando baixava o bloco, Sporting deixava LG e o nº10 ligeiramente mais adiantados. Serviam como elo de ligação para retirar a bola de pressão e apoiavam rapidamente Suarez que era a referência na frente - Fragilidades turcas em transição: má reacção, três médios fácil de ultrapassar - Torreira e Batrakov demoravam a recuar - lateral lado da bola lento a fechar meio, lateral oposto (em equilíbrio) saltava a pressionar a bola no meio sem sucesso e abria espaço nas suas costas.
- Tudo isto originou lances de superioridade/igualdade numérica à entrada do meio-campo ofensivo contra uma linha de 3 (formada por centrais e lateral lado oposto). Sporting procurou passe para lado contrário no espaço

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A pressão alta do FC Porto



Além das questões posicionais e respectivas dinâmicas abordadas abaixo, creio ser pertinente ressalvar o mais falado sobre o Porto defensivamente: disponibilidade para correr e capacidade nos duelos, aprimorada pelo contexto colectivo favoráve


- Muitas vezes parece um 4x4x2 bastante compacto. Pepê junta-se a André Silva na pressão na primeira linha, consequentemente o Zaidu/Martim Fernandes adianta-se e salta a pressionar e Kiwior abre posição para controlar extremo do seu lado e Rosário está entre marcar o seu adversário e a linha defensiva.

- Porto tem muitas referências individuais na marcação mas ao mesmo tempo a prioridade é conseguir impedir adversário de jogar e passes verticais. Portanto, há um ajuste constante da distância em relação ao oponente directo. Quem está mais longe da bola ocupa corredor central e impede jogo entre linhas

- Nos pontapés de baliza, tendência para Pepê saltar a pressionar GR e impedir passe para a esquerda.

- Se pivô adversário fica nas costas de Pepê e André Silva, Froholdt marca e William mais dentro

- André Silva salta ao central com bola à direita a condicionar passe para o meio, Froholdt e William em zona interior para evitar passes verticais.

- William é bastante agressivo e tem óptimo timing de pressão ao saltar apenas quando central faz o passe guardando assim distância interior para Froholdt

- Caso médio adversário fique mais à largura e lateral suba, Froholdt com bom timing salta a pressionar médio e William baixa para acompanhar a sua referência

- Linha defensiva atrás assume muitas vezes a igualdade numérica.

- Dado o risco assumido os médios são muito importantes: são eles quem acompanha as desmarcações vindas de trás para responder às bolas nas costas e garantem pela sua disponibilidade apoio na 2ª bola ao jogo directo frontal

- Jogadores muito rápidos a juntar na zona da bola nomeadamente quando há jogo mais longo do adversário

- Apesar da marcação individual o atacante faz passe curto, marcador segue a bola e continua a pressionar

- Confortáveis a passar de bloco médio para bloco alto. As dinâmicas mantêm-se: primeiro fechar corredor central, passe de central para lateral é momento para pressionar e devolução do passe momento para fazer subir equipa

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O Benfica no meio-campo ofensivo

 


- Distribuição Dahl baixo, Prestianni à largura e Sudakov no espaço interior esquerdo. À direita Rafa mais dentro, Bah na largura e Barreiro uma especie de joker que tanto força ruptura como baixa até Enzo

- Circulação inicial é feita para juntar adversários, passe para trás até aos centrais que neste momento baixam. Atraem pressão e progressão através de passe vertical dos centrais entrelinhas ou Dahl como homem livre, pois é rápido a recuar e ficar próximo de Lenglet

- Quando bola vai à largura há a intenção de jogar dentro do bloco adversário

- Utilização de passe em diagonal para superar linhas com centrais a procurarem médio interior do lado oposto. O mesmo acontece mais à frente, entre linhas para mudar ângulo de ataque

- Quem recebe bola garante o mínimo de espaço porque faz movimento vai-vem - primeiro vai na frente e depois aproxima.

- Boa distinção entre quando passar e conduzir. Jogam em função da decisão do colega

- Quando quem recebe está pressionado nesta fase tem Enzo Barrenechea como referência para 3º homem. Bom timing a ficar livre e aproximar da zona da bola. Mesmo entre linhas quem recebe tem apoio.

 - Nos corredores laterais no último terço há quem faça ruptura entre central e lateral e arraste marcação. Portador da bola pode conduzir para dentro ou jogar com colega entre linhas - Lateral a chegar ao último terço à largura para cruzar de 1ª em 2x1 - Quando Pavlidis é apoio frontal alguém ocupa o seu espaço com movimento na frente.

 - Lateral a chegar ao último terço à largura para cruzar de 1ª em 2x1

–Quando Pavlidis é apoio frontal alguém ocupa o seu espaço com movimento na frente

- Estas dinâmicas fazem com que o Benfica consiga jogar dentro do bloco adversário e a partir daí desequilibrar a partir do espaço entre linhas no corredor central ou utilizar esse espaço para variar ângulo de ataque e chegar ao lado contrário para atacar a área

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Sporting vs Vitória - onde está o espaço de progressão?

 



Sobre as dificuldades do Sporting perante a boa pressão do Vitória, mostro vários lances que mostram dificuldade em identificar espaço/homem livre 

- Não jogar entre avançados e médios adversários 

- Não procurar lateral esquerdo sozinho no lado contrário da pressão 

- Passe que impede progressão

Uns lances são mais óbvios que outros. Parece que o Sporting tentou diminuir o risco e prolongar os ataques e isso levou a procurar constantemente linhas recuadas quando a vantagem era outra. Rui Silva e centrais receberam bolas que poderiam ter outro destino.

Os jogadores não pareceram confortáveis e talvez devido ao empate na Amadora tentaram quase sempre prolongar a posse. Acabou por ser um daqueles casos em que para ter a bola, e porque o adversário pressionava alto, o espaço nem sempre estava atrás

3 exemplos de jogar no espaço entre as duas linhas mais adiantadas do Vitória e outro onde a bola podia andar lá. Sem fazer uso deste espaço o Sporting não aproveitou o posicionamento mais baixo e central do ala contrário do Vitória para progredir e deu-se à pressão







A questão do paragráfo anterior fica mais evidente nestes lances. Doumbia tem Maxi do lado contrário livre e com espaço mas procura centrais que acabam pressionados e também a jogar em Rui Silva + jogo longo. O controlo do jogo também aqui se perde.




Dois exemplos de passes que poderiam assegurar progressão no meio-campo defensivo: Doumbia para os pés de Flávio G quando pode colocar ligeiramente na frente e Altimira novamente com FG solto procura passe + "seguro" à largura em Maxi.




Por último uma situação menos óbvia mas que mostra a tendência nas escolhas de quem tem a bola. Fresneda com hipótese de fazer passe para dentro existindo ligação ao meio-campo ofensivo, joga para trás, onde o Vitória tem condições para pressionar e bola acaba em Rui Silva








quinta-feira, 30 de julho de 2026

Posicionamento defensivo individual

 



Três situações sobre defender as costas com adversário com bola entre linhas: controlo de desmarcação e como rapidamente enquadrar com quem recebe bola em condições de desiquilibrar

1. Em contra-ataque, Dahl junta ao colega para impedir passe interior mas não controla desmarcação nas suas costas Alternativa: continuar corrida e ficar de frente para adversário e controlar movimentação.



2. Aqui com a linha de passe + periogosa à sua direita, Stanic roda na direcção contrária e fica de frente para Pavlidis (recorrente nos defesas). Chega tarde à pressão e Rafa faz golo



3. Exemplo semelhante ao anterior mas aqui Bah roda na direcção da baliza e consegue colocar-se entre o adversário e a bola. Acaba por interceptar passe